

Pensaram mesmo que morri? Ainda não... Ainda sou um ser animado (mas nem tanto ok).
É.. Acabo de assistir a mais um Bergman... que me despertou inúmeros sentimentos (?), uma explosão deles... A felicidade emocionada do encontro com o cinema, acima de tudo, o existencialista, e muito pelo Bergman... Acabo de me apaixonar! Pelo cinema, pela vida, por Bergman, pelos sentimentos... E paixão é pathos, doença, dor, fraqueza e vida! Um morto não sofre, não adoece, não chora, nem ri... um morto é só uma matéria inanimada, como todos nós, que ainda não voltamos à matéria inanimada, decerto voltaremos, qualquer dia desses!
Acho que também é uma ótima combinação estar lendo Deleuze e selecionando filmes fabulosos, com diretores explêndidos!
Enfim, Morangos Silvestres é praticamente meu segundo encontro "real" com Bergman, e muito diferente do que eu havia assistido. Claro que sem deixar o Bergsonimo cinematográfico de lado, a questão do sonho-lembrança, que sempre se confunde, o temor-pesadelo, a espera pela morte, as questões deus-diabo-nada. É tudo muito intrigante e ao mesmo tempo muito vivo, muito cada um de nós, muita claridade. É o bater de frente com inevitável, com o doloroso... Mesmo com medo de tudo isso, mas bater de frente, sim. Não há outra saída. Filme permeado de frases tocantes, de sentimentos mais que reais...
Fico devendo mais uma vez aqui, uma sinopse mais detalhada de Morangos Silvestres, com direito a uma crítica de minha autoria. Assim que eu rever o filme eu terei o prazer de reescrever sobre o mesmo. Entretanto, deixo claro minha recomendação.
Fabuloso, ou talvez, qualquer outra palavra que ainda não tenham inventado...
Dessa vez foram lágrimas de felicidade!
Au revoir!
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